Três livros sobre Jesus e Maria, escritos como gesto de gratidão a Deus, a Jesus, a Maria e ao Espírito Santo.
Maria, Minha Mãe
A história de Maria, contada pelo coração do seu filho
Não foi escrita. Foi confessada.
Numa praça com amendoeiras centenárias, um contador de histórias aparece uma tarde e começa a falar sobre uma mulher de Nazaré. Ele a conhece como poucos conhecem alguém. Conta com a voz de quem não leu, de quem esteve lá.
O grupo ao redor do banco cresce a cada tarde, mas ninguém pergunta quem ele é. Só uma menina de oito anos, com um caderno de capa azul e lápis na orelha, guarda uma suspeita que ainda não tem palavras.
Uma narrativa sobre fé, sobre amor materno e sobre o mistério de quem permanece mesmo depois de partir.
Encontros entre Cristo e os marginalizados de seu tempo, e o que eles ainda dizem para nós
Quem são os excluídos da nossa mesa hoje?
Ele comia com quem a cidade fingia não enxergar. Chamava pelo nome quem ninguém queria tocar. E, ao fazer tudo isso, ofendia profundamente os que se julgavam justos. O Jesus dos evangelhos não era manso do jeito que nos ensinaram. Era um escândalo ambulante.
Oito encontros que mudaram vidas são revisitados com a Bíblia de Jerusalém de um lado e a arqueologia do século I do outro: Maria Madalena, Zaqueu, a samaritana, a mesa dos pecadores, a adúltera, a mulher anônima, o centurião e os leprosos. Em cada capítulo, um laudo curto separa mito, fato e surpresa, e três perguntas acompanham o leitor até em casa.
Escrito para o leitor comum, sem jargão e sem abrir mão da honestidade histórica.
E se Jesus não veio apenas para morrer por você, mas para mostrar como você pode viver? Durante séculos, admiramos Jesus de longe, como Deus agindo como Deus, impossível de imitar.
E se Ele, sendo totalmente Deus, escolheu viver como totalmente homem? Se dependeu do Pai, foi capacitado pelo Espírito Santo e operou pela fé? Neste livro, a pergunta que muda tudo deixa de ser como Jesus viveu como homem e passa a ser como eu, sendo humano, posso viver como Jesus viveu.
Livros ilustrados sobre emoções, para crianças de 3 a 7 anos. Pintada é uma onça-pintada filhote da Mata Atlântica do Caparaó. Em cada livro ela enfrenta um sentimento e descobre, com a ajuda da mata e dos bichos, o que fazer com ele.
A Onça que Tinha Medo do Escuro
Livro 1, sobre o medo
Pintada corre pela mata sem medo de nada. Mas quando o sol desce atrás das montanhas do Caparaó e as sombras crescem entre os troncos, ela sente uma coisa estranha no peito.
Numa noite, com a ajuda da Coruja-do-Mato, Pintada descobre que o escuro não é vazio: está cheio de coisas que o dia não deixa ver. Sentir medo não é fraqueza, e a gente pode caminhar junto com ele. Ótimo para ler antes de dormir.
Pintada se irrita quando as coisas não saem como ela quer, e os amigos se afastam. Um livro sobre a raiva que passa e sobre o que a gente faz com ela, que fica.
Chega em breve
Sete sentimentos, sete livros
Toque em um sentimento para acender a luz e ver o livro que vem com ele.
HCM
Hélio Carlos Martins
Nasci em Muniz Freire, no interior do Espírito Santo, à sombra do Pico da Bandeira, na Serra do Caparaó. Sou professor de Ciências do Ensino Fundamental, formado em Biologia, e fui ministro da Palavra por oito anos.
Escrevo como gesto de gratidão a Deus, a Jesus, a Maria e ao Espírito Santo. Os livros de fé nasceram de perguntas feitas à mesa e de uma devoção que não cabe em explicação. A série infantil nasceu da mata onde moro, e do desejo de que as crianças aprendam cedo que sentir é parte de ser inteiro.
Também componho. As músicas estão no projeto Alma Sonora.
Alma Sonora
Projeto musical — canal Frequência Musical
Composições produzidas em conjunto, entre o Caparaó e o mundo. Dezenas de músicas que nasceram da mesma inquietação dos livros — fé, raiz e estrada.
O catálogo do Alma Sonora passa por vários gêneros: acústico e folk, reggae roots, piseiro, a cappella, gospel contemporâneo e versões em inglês. Raiz Urbana é o único álbum no Spotify por enquanto. Todo o resto — incluindo muitas faixas ainda inéditas — está no canal Frequência Musical.
Novidades e lançamentos
O que está vindo por aí e o que acabou de chegar.
Novo
O Jesus que Escandalizava
O terceiro livro de fé acaba de ser publicado. Oito encontros entre Jesus e os marginalizados revisitados com honestidade histórica.
Outubro 2026
Em breve
A Onça que Rugiu Demais
O Livro 2 da série infantil, sobre a raiva. Pintada descobre o que fazer com o rugido que assusta os amigos.
Previsão: 2026
Em breve
Versão bilíngue interativa
A Onça que Tinha Medo do Escuro em edição português-inglês, com áudio narrado nas duas línguas.
Previsão: 2026
A caminho
A Onça que Se Escondeu
Livro 3, sobre a solidão. Pintada aprende que ficar sozinha nem sempre é ruim, mas se esconder dos outros pode doer.
Em desenvolvimento
Prólogo
de Maria, Minha Mãe
Há histórias que a história não contou.
Não as dos poderosos — essas foram escritas, reescritas, discutidas em livros e salões e tribunais ao longo dos séculos. As outras. As que aconteceram em vilarejos pequenos, em casas de pedra e barro, em noites sem testemunha. As que foram guardadas no coração de uma mulher porque não havia papel suficientemente resistente para recebê-las.
Esta é uma dessas histórias.
Em algum lugar — numa praça com amendoeiras centenárias, num entardecer que poderia ser hoje ou qualquer dia —, um homem se sentou num banco de madeira e começou a falar. Não era padre, não era erudito, não era ninguém que o mundo reconhecesse de imediato. Tinha sandálias gastas, olhos fundos, e uma voz que fazia as pessoas pararem o que estavam fazendo e sentarem no chão.
Ele contou a história de uma mulher.
Não a mulher dos vitrais e das estátuas. A mulher de carne — a menina de quinze anos que ouviu algo impossível e disse sim sem saber o tamanho do que estava dizendo. A jovem que viajou grávida por estradas que não pediu para percorrer. A mãe que criou um filho que pertencia ao mundo sem deixar de ser, antes de qualquer coisa, filho dela. A mulher que ficou de pé ao pé da cruz quando era mais fácil — e mais humano — cair.
Maria de Nazaré.
Introdução
de O Jesus que Escandalizava
Ele estava do outro lado da rua.
Em pé, encostado na parede de uma casa, com os braços cruzados e os olhos bem abertos. Observava. Registrava. Calculava o estrago.
O homem se chamava Simão. Era fariseu — e ser fariseu no século I não era uma ofensa. Era o oposto. Os fariseus eram os guardiões da Lei, os homens que levavam Deus a sério. Conheciam cada letra das Escrituras, cada detalhe do que era puro e impuro, do que agradava e do que ofendia o Senhor. Eram respeitados. Eram temidos. Eram necessários.
E agora Simão olhava para aquela cena e não acreditava no que via.
Jesus de Nazaré — o pregador que percorria a Galileia, que curava doentes e falava de um tal Reino de Deus — estava sentado à mesa com publicanos. Com pecadores. Com o tipo de gente que Simão jamais tocaria, muito menos convidaria para jantar.
Não era a primeira vez. Não seria a última.
Simão abriu a boca e murmurou para o homem ao lado:
“Este, se fosse profeta, saberia quem é essa mulher que o toca e o que ela é.”
Essa frase — registrada no Evangelho de Lucas, capítulo sete — diz tudo o que precisamos saber para entrar neste livro.
A pergunta que muda tudo
do primeiro capítulo de Jesus
Deixe-me fazer uma pergunta.
Se eu pedisse para você descrever Jesus em uma frase, o que você diria?
“Jesus é Deus.” “Jesus é o Filho de Deus.” “Jesus é meu Salvador.”
Todas essas respostas estão certas. Mas tem uma pergunta que muitos cristãos nunca param para pensar de verdade:
Quando Jesus estava aqui na Terra, Ele era Deus, homem ou ambos?
Pode parecer uma pergunta teológica complicada. Daquelas que só interessam a padres, pastores e professores de seminário. Mas não é. Essa pergunta muda tudo na sua vida cristã.
Deixe-me explicar por quê.
O problema que ninguém fala
Você já se sentiu frustrado com sua vida espiritual?
Você lê sobre Jesus nos Evangelhos. Ele curava doentes. Expulsava demônios. Acalmava tempestades. Ressuscitava mortos. Vivia em comunhão profunda com Deus. Tinha paz em meio ao caos. Vencia toda tentação.
E então você olha para sua própria vida.
Suas orações parecem não passar do teto. Você luta com os mesmos pecados há anos. Você não vê milagres. Você se sente distante de Deus na maior parte do tempo. E quando alguém fala “seja como Jesus”, você pensa: “Como? Ele era Deus!”
E aí está o problema.
Se Jesus fazia tudo aquilo porque era Deus usando poderes divinos, então como você poderia imitá-lo? Seria como pedir para um peixe voar. Impossível. Você não é Deus. Nunca será.
Mas e se eu te dissesse que Jesus não operava assim?
E se Jesus, mesmo sendo Deus, escolheu viver na Terra como humano? Sem usar “atalhos divinos”. Dependendo do Pai através de oração. Operando pelo Espírito Santo. Vivendo pela fé.